Dia das Crianças Sem
Consumismo. É de pequeno que se aprende.
Queremos dar sempre o melhor
para nossos filhos e o Dia das Crianças, tão esperado pelos pequenos, pela
indústria e pelo comércio, é uma boa oportunidade para refletirmos sobre tudo
aquilo de bom e de melhor que podemos oferecer às nossas crianças. É um bom
momento para aprendermos a desconfiar daquele primeiro “eu quero” pronunciado
efusivamente diante da televisão ou da prateleira das lojas de brinquedos.
A publicidade trabalha com
sofisticadas pesquisas de mercado e age no nosso emocional focando as nossas
vulnerabilidades. Raramente vemos um produto – para criança ou para adulto –
que venda um atributo material: a publicidade atual vende atributos
intangíveis, valores que muitas vezes correspondem às nossas lacunas pessoais.
Então num anúncio de trem elétrico veremos a diversão da família sentada
vivenciada no tapete da sala ao redor do brinquedo. E é isso que a criança diversão
em família e não, necessariamente, o objeto anunciado.
O que está mais acessível? A
vivência-brincadeira em família no chão da sala ou o objeto-brinquedo caro na prateleira
da loja? Do que é mais fácil dispor? Tempo ou dinheiro?
Todo o marketing, todos os editoriais
e todas as colunas de comportamento repetem que não temos tempo. E, acreditando
que estamos sem tempo à nossa disposição, nos parece mais “fácil” trabalhar
ainda mais para conseguir o dinheiro para comprar o objeto-brinquedo e
satisfazer o suposto desejo da criança. E assim temos a tranquilidade de estar
fazendo o melhor. Estamos mesmo?
É essa a proposta do Movimento
Infância Livre de Consumismo para este Dia das Crianças: vamos trocar aquilo
que está em qualquer prateleira pelo tempo de qualidade com nossos filhos.
Vamos reduzir o número de objetos-brinquedo e vamos investir em
vivências-brincadeira. Vamos ensinar às nossas crianças algo que mesmo nós,
adultos, temos tido dificuldade de entender: que momentos vividos de corpo,
alma e coração têm mais valor que os objetos promovidos na tevê.
E vamos aguçar os sentidos para
perceber que estes momentos singulares e amorosos é que serão os que ficarão na
memória dos pequenos para sempre!
A campanha cuidadosamente
criada para vivermos um dia das crianças sem consumismo é resultado de uma colaboração
afetiva de três profissionais da comunicação e do design:
Tudo começa com a criação
do conceito “Dia das crianças sem consumismo. É de pequeno que se
aprende” com Mila Bartilotti, que é redatora publicitária, compositora e –
mesmo sem filhos – anda atenta às questões relacionadas à infância e
comunicação e emprestou seu talento criando este conceito que leva em
conta o protagonismo dos pais na educação das crianças para mídia e para o mercado.
Depois passamos a
selecionar as imagens mais adequadas para cada um dos títulos. As lindas
ilustrações foram cedidas por Lu
Azevedo,
ilustradora, radicada no Canadá, apaixonada pelo mundo infantil. Ela tem
dois filhos pequenos que são a sua fonte de inspiração diária: “amo a inocência
deles, a facilidade que eles têm de amar, criar, imaginar e confiar nas
pessoas, e acho extremamente maldoso se aproveitarem de tantas qualidades a
favor do consumismo.”
As lindas imagens
selecionadas passaram para as mãos de Pedro Serravalle para
a direção de arte: pai de dois filhos, designer, especializado em
Branding, adora brincar ao ar livre com as crianças. “Ando ocupado em oferecer
as melhores experiências para os meus filhos, e observar o ativismo pela
infância me mobiliza a contribuir com a estética do movimento.” Desde a
fundação do Movimento, em março de 2012, Pedro já presenteou o MILC com
diversas campanhas caprichadas.
A poesia que abre este
texto é de autoria de Vanessa Anacleto, co-fundadora do Movimento Infância Livre de
Consumismo, escritora, blogueira, autora do livro Culpa de Mãe. Com o filho
Ernesto, de 6 anos, descobriu o quanto a infância está desprotegida dos apelos
da publicidade e resolveu lutar.
Toda a ação para o Dia
das Crianças foi planejada por Mariana Sá, também co-fundadora do
Movimento Infância Livre de Consumismo e autora do blog viciados em colo. Como
publicitária de profissão resolveu, assim que se tornou mãe de Alice e Arthur
resolveu que não permitiria que os filhos fossem assediados pela propaganda:
“felizmente, encontrei pessoas com a mesma reflexão e percebi que podia fazer
muito mais que desligar a tevê”.
Fonte de Pesquisa
infancialivredeconsumismo.com/index.php/tag/consumismo-infantil/
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