Autor :André Picanço Favacho
O
QUE HÁ DE NOVO NAS DISPUTAS CURRICULARES?
· O
autor destaca que o currículo não é apenas território de disputa teórico. Quem
disputa vez nos currículos são os sujeitos da ação educativa;
· Os
professores e alunos não se pensam apenas como ensinastes e aprendizes dos
conhecimentos dos currículos, mas exigem ser reconhecidos como sujeitos de
experiências sociais e de saberes que requerem ter vez no território dos
currículos;
· ARROYO
aponta que o currículo oficial está cada
vez mais pressionado pelos coletivos populares;
· Esses
coletivos, por sua vez, não lutam pela socialização em si;
· A
luta é por pertencimento social amplo, por acesso aos bens materiais e
culturas, simbólicos e memoriais, na diversidade de espaço social, onde o
direito á escola adquire outra relevância;
· Invertem
a antiga lógica: articulam o seu direito á escola, á conquista e ocupação de
outros espaços e, com isso, pressiona o currículo oficial para incorporar o
resultado de suas lutas;
· Com
isso o currículo não perdeu sua força controladora, mas que abre caminho para
que seja possível que a história-memória dos diversos sujeitos seja contada,
ainda que por meio de outra linguagem;
· As
escolas continuam importantes para esses sujeitos;
· As
experiências e tudo que as novas lutas são capazes de produzir podem,
estrategicamente, se converter em prática curricular;
· Em
conteúdos políticos, em ato a ser valorizado pela escola, essas
situações tem ameaçado positivamente o currículo oficial;
· Parâmetros
curriculares Nacional,Provinhas Brasil,Enem, Diretrizes Curriculares
Nacionais,Índice de Desenvolvimento Básico;tudo com o objetivo de reforçar os
conteúdos cognitivos da escolarização e abolir a dominação da nova estratégia,
que une saberes,direitos e escolarização;
· 1ª
PARTE DO LIVRO
· “Os
professores e seus direitos a ter vez
nos currículos- autorais, identidades profissionais”.
· Arroyo
acredita que a atividade do professor não se reduz, de forma alguma, a validar
controle as instâncias superiores sobre a escola;
· Bloqueiam
a autoridade profissional do professor e seus saberes docentes;
· Para
Arroyo, a autoridade docente não foi totalmente eliminada, uma vez que a arte
de educar não se separa do mundo, da vida, das práticas reais das pessoas, de
suas mazelas, de seus desejos;
· Os
eventos sociais, culturais e políticos que convocam a docência é que faz com
que desloquei a arte de educar ou a autoria docente;
· 2ª
PARTE DO LIVRO
· “Os
saberes do trabalho docente disputam lugar nos currículos”
· Denuncia
que, lamentavelmente, contra os avanços de se educar partindo das vivências
humanas ou desumanas dos sujeitos, vê-se nascer, nos dias de hoje financiadas
pelas reformas educacionais, a função autista do professor, substituído a necessária
função educadora da docência;
· Perdemos
a oportunidade de educar a partir do trabalho cujo princípio é educativo;
· 3ª PARTE
DO LIVRO
· “Arroyo
defende a tese de que “ Os sujeitos sociais e suas experiências se afirmam no
território do conhecimento”
· Os
coletivos sociais mostram que os saberes têm, sim, sua origem na experiência
social e não apenas na artificialidade;
· Se
isso for negado ou ignorado, produzimos, além de uma injustiça social, uma
injustiça cognitiva;
· 4ª
PARTE DO LIVRO
· “As
crianças, os adolescentes e os jovens abrem espaços nos currículos”
· Na
visão de Arroyo a pedagogia a partir das novas vivências das crianças e jovens,
foi interrogada na sua visão messiânica, romântica de criança e promotora de
destinos, dando lugar de outra pedagogia capaz de revelar às crianças e
adolescentes sua própria configuração da realidade;
· Os
jovens resistem a conviver em um sem – lugar, isto é, resistem a habitar
em
um espaço que, em qualquer momento, foi para eles pensado;
· 5ª PARTE
DO LIVRO
· “O
direito a conhecimento emergente nos currículos”
· Indigna-se
com o fato de que as crianças – adolescentes passaram anos na educação fundamental, completaram a
educação média e saíram sem saber nada o pouco de se mesmos;
· Romantizar
a pedagogia e, portanto, os sujeitos da pedagogia;
· Professores
e alunos; Acordá-los desse sono durante o qual se acredita, erroneamente, que
cada um nasceu para o que é.
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